
O ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o executor do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro, fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A informação foi publicada neste domingo (21) pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A delação, que ainda precisa ser homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pode, enfim, levar aos mandantes do crime, cuja investigação estaria em sua fase final, como afirmou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.
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Em dezembro, Dino disse que o caso seria finalizado “em breve”, e se dirigiu ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para cobrar uma solução. “É claro que eu não controlo o inquérito, não tenho a honra de ser policial. Mas o Dr. Andrei está aqui. Eu quero reiterar e cravar. Não tenham dúvida, o caso Marielle em breve será integralmente elucidado”, declarou, durante evento de balanço do ano de 2023 no Ministério. No dia 22 de fevereiro, Dino assume uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
Quase seis anos após o crime, o que se sabe é que o ex-policial Élcio Queiroz, conforme admitiu aos investigadores, dirigia o carro de onde partiram os tiros, disparados, segundo ele, por Ronnie Lessa. Élcio foi preso em 2019.
A investigação
O processo de investigação do crime, ocorrido no dia 14 de março de 2018, no Centro do Rio de Janeiro, foi conturbado. A Polícia Civil teve cinco delegados responsáveis pelo caso na Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro. No Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), três equipes diferentes atuaram no caso durante esses anos.
Em fevereiro do ano passado, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, determinou que a Polícia Federal (PF) abrisse um inquérito paralelo para auxiliar as autoridades fluminenses.
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