
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) anunciou nesta quinta-feira (27) a volta do Programa Cisternas. O investimento do governo federal, somado a parcerias com BNDES e Fundação Banco do Brasil, chega a R$ 562 milhões em 2023, beneficiando 60 mil famílias que sofrem com a falta d’água. O programa foi praticamente paralisado durante o governo Bolsonaro.
“E onde não tem água? Não tem água de poço, não tem água de um rio, como fazer? Aqui vale o investimento em cisternas. Cisternas para a produção e cisternas para abastecimentos”, afirmou o ministro Wellington Dias.
Ele enalteceu as parcerias, que incluem ainda o Consórcio Nordestes, estados, municípios e entidades da sociedade civil. De acordo com o ministro, o programa vai construir cisternas nas regiões Norte e Nordeste, e no Rio Grande do Sul, que também vem sofrendo com secas prolongadas nos últimos anos.
Somente na reformulação de dois acordos, com a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), homologado pela Justiça em 18 de julho, e com a Fundação Banco do Brasil e BNDES, cujo aditivo foi assinado nessa quarta-feira (26), o Governo Federal recuperou R$ 56 milhões que seriam perdidos por problemas de gestão relacionados ao governo anterior.
“O acordo de cooperação estava parado e foi reformulado na atual gestão, com alteração no Plano de Trabalho para redirecionar as metas de cisternas escolares para ações de inclusão produtiva de famílias do Cadastro Único”, detalhou o ministro. “Dessa forma, conseguimos recuperar todo esse investimento que seria perdido por falhas na gestão anterior”, prosseguiu.
O programa começou a ser executado em 2003, atuando fortemente no Semiárido brasileiro, depois expandiu para outras áreas do Nordeste e atualmente tem experiências em outros biomas, inclusive o Amazônico. Em 20 anos, foram construídas mais de 1,14 milhão de cisternas em todo o país, sendo que até 2016 foram entregues mais de um milhão de unidades.
Em 2009, o Programa Cisternas recebeu o Prêmio Sementes 2009, da Organização das Nações Unidas (ONU), concedido a projetos de países em desenvolvimento feitos em parceria entre organizações não governamentais, comunidades e governos. Em 2017, também foi agraciado com a premiação Future Policy Award (Política para o Futuro), da World Future Council, em cooperação com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação.
No entanto, de lá para cá, o programa sofreu uma drástica redução. Os dois últimos anos foram os de piores execuções da história, com apenas 4,3 mil cisternas entregues em 2021 e 5,9 mil em 2022. Em 2014, por exemplo, foram mais de 149 mil unidades instaladas, enquanto em 2013 foram quase 142 mil.
CERIMÔNIA COMOVE Multidão se despede de Preta Gil em cerimônia comovente no Theatro Municipal do Rio
BOLSONARO É ALVO Bolsonaro é alvo de nova investigação e PF apreende dinheiro vivo em operação no Distrito Federal
Justiça Confira as acusações que levaram o Supremo a tornar Bolsonaro réu