
Preservar e proteger o patrimônio cultural do Estado é um dos objetivos do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), que tem conquistado avanços significativos. O ano de 2025 foi marcado pelo desenvolvimento de ações que efetivaram o cumprimento dessas metas, ampliando o acesso às artes e, principalmente, a preservação da memória e do patrimônio cultural.
Ao desenvolver iniciativas como eventos que fomentam o acesso ao conhecimento cultural do Tocantins, a manutenção de edificações históricas e a realização de registros documentais escritos e visuais, entre outras ações, a Secult cumpre uma de suas atribuições e se destaca pelo compromisso contínuo com a valorização da identidade cultural, o fortalecimento da cidadania e a salvaguarda do legado histórico para as futuras gerações.
Para o governador Wanderlei Barbosa, a cultura é um dos pilares da sociedade e recebe um olhar diferenciado na atual gestão estadual. “É perceptível o quanto os investimentos na cultura têm sido expressivos nos últimos anos, especialmente em 2025. Foram diversas ações e eventos que promovem a preservação dos traços ancestrais que compõem o nosso estado, tão diverso e plural, e suas manifestações culturais”, destacou.
Preservação do Patrimônio
Um dos eventos de grande relevância foi a 2ª Semana do Patrimônio Cultural do Tocantins, promovida em parceria pela Secretaria da Cultura do Estado (Secult), Ministério da Cultura e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de outras instituições. A programação reuniu especialistas, gestores, estudantes, artistas, mestres da cultura popular e representantes municipais.
Foram destaques, durante a semana de 17 a 22 de agosto, o 2º Seminário de Arquivos Históricos Documentais, o 2º Encontro de Gestores Municipais de Cultura e o 2º Fórum do Patrimônio Cultural, que promoveu discussões diárias sobre temas como conservação de acervos, educação patrimonial, gestão documental e valorização das manifestações culturais.
O evento culminou na elaboração de uma Carta de Encaminhamentos coletiva, com resultados e sugestões de ações necessárias para a preservação do patrimônio. O agente cultural do Pontão de Cultura ViraAção de Miracema, Bernardo Klepa, participou das atividades e destacou que, a partir do evento, passou a contar com novas perspectivas.
“A Semana do Patrimônio Cultural do Estado do Tocantins trouxe oportunidades de diálogo e manifestações importantes para todas as cidades participantes. Além dos debates, as ações da Secult possibilitaram novas expectativas para as instituições e coletivos na execução das leis e de projetos a serem desenvolvidos”, avaliou o agente.
Mapeamento da produção de cachaça artesanal
Uma das iniciativas concretizadas em 2025 para a preservação do patrimônio cultural foi o mapeamento dos locais produtores de cachaça artesanal no sudeste do Tocantins. Em 2024, o governador Wanderlei Barbosa sancionou a Lei nº 225/2023, que reconheceu a cachaça como patrimônio histórico imaterial da região sudeste do Estado.
A pesquisa foi realizada ao longo de oito meses pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), em parceria com a Secult, com recursos do Fundo Estadual de Cultura, que destinou R$ 300 mil ao projeto.
Os resultados foram apresentados em um evento na UFT, em setembro, com a exibição de documentários sobre a produção nos municípios de Arraias, Taguatinga, Aurora e Combinado, além do lançamento de uma publicação informativa que reúne dados sobre vocabulário, localização e aspectos culturais relacionados à atividade. Também foram apresentados os resultados individualmente em cada uma das cidades com produtores.
O mapeamento identificou 12 produtores locais nos municípios de Combinado, Aurora, Novo Alegre, Arraias e Taguatinga. Um deles é Ailton Palmeira de Souza, produtor da cachaça artesanal Palmeirinha há mais de 20 anos em Combinado. “Como produtor, me sinto honrado em fazer parte do mapeamento realizado pela UFT e Secult em nossa região, trazendo um resultado positivo de valorização aos produtores de cachaça artesanal de alambique”, ressaltou.
Dossiê sobre Taieiras e Congos de Monte do Carmo
Importante manifestação cultural presente no Tocantins, as Taieiras e os Congos de Monte do Carmo, também receberam registros e pesquisas significativas para a preservação da memória do Estado.
A pesquisa, desenvolvida em parceria entre a Secult e a UFT, com interveniência da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), resultou na elaboração de um dossiê que retrata esse bem cultural. O material é acompanhado por um documentário de aproximadamente 20 minutos e por um catálogo fotográfico, representando mais um passo na valorização da cultura local. O documentário está disponível no canal da Secult no YouTube e é exibido durante as sessões do MovCEU.
Edificações Históricas
Além do mapeamento, outro ponto que recebeu investimentos do Governo do Tocantins foi a realização de levantamentos arquitetônicos em importantes edificações históricas do Estado. As ações permitem dar continuidade a intervenções, manutenções e obras de restauro.
Foram realizados, pela equipe da Gerência de Acervos e Patrimônio, levantamentos com elaboração de projetos arquitetônicos da Casa de Cultura de Paranã; do Museu Histórico de Arraias; da Igreja de São José das Missões, em Dianópolis; do Museu dos Povos Indígenas, em Formoso do Araguaia; da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Monte do Carmo; e do altar da Igreja de Nossa Senhora da Natividade, em Natividade.
Além da equipe da Secult e da empresa contratada, houve parceria com a Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) para a elaboração de projetos elétricos e a revitalização dos 11 monumentos sacros (estações) e de edificações do povoado Senhor do Bonfim, além do suporte durante a realização da Romaria de 2025.
Exposição “Entre Gravuras e Traços”
Em 2025, a Secult promoveu uma experiência única aos tocantinenses, ampliando o acesso às artes visuais e resgatando um importante acervo de obras de arte. A exposiçãoEntre Gravuras e Traços – A arte brasileira abraça o Tocantinsapresentou gravuras originais de Tarsila do Amaral, Aldemir Martins, Clóvis Graciano, Cícero Dias, Maciej Babinski, Alfredo Volpi, Marcelo Grassmann, Charlotte Gross, Antônio Carlos Rodrigues (Tuneu) e Francisco Carlos Paulo Cuoco.
Com curadoria da artista plástica e assessora de gabinete da Secretaria da Cultura, Lara Faez, a exposição foi realizada no hall do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, com visitas guiadas diárias e visitação livre. O evento integrou as comemorações pelos 37 anos do estado.
As obras, que foram emolduradas, serão apresentadas em outros eventos, garantindo o acesso contínuo do público ao acervo. O vernissage foi um sucesso de público e contou com o show musicalSampiano.
Como resultado da exposição, também foi produzido umdocumentáriopela assessoria de comunicação da Secult e foi formulado umcatálogosobre o acervo doado pelo Banco Central do Brasil (Bacen).
O documentário está disponível nocanal da Secult no YouTubee também é exibido nos municípios tocantinenses durante as ações do MovCEU.
Artesã centenária
Como forma de documentar a trajetória de vida e o trabalho de artesãos centenários do Tocantins, a Secult iniciou a produção de uma série de documentários, realizados pela assessoria de comunicação da pasta. O primeiro retrata a história de Regina da Silva Guimarães, de 102 anos.
Conhecida como Dona Regina, pelos moradores de Pedro Afonso, ela carrega osaber fazerdo trabalho artesanal que desenvolve há décadas: o bordado labirinto. A técnica tradicional, aplicada sobre o linho, permite a criação de vários designs ou desenhos.
Com emoção e gratidão, a comunidade acompanhou a exibição do documentário durante uma ação do MovCEU, em julho. Dona Regina também recebeu da Secult a Carteira Nacional do Artesão, que garante direitos e simboliza a valorização do trabalho singular que realiza.
Maria de Penha da Silva Guimarães, uma das filhas da artesã, falou do orgulho que sente e da importância da valorização à trajetória da mãe. “O documentário foi um marco histórico para a cidade de Pedro Afonso. Eu como filha dela tenho muito orgulho de tudo que ela fez, a idade que ela conseguiu alcançar, não só eu, mas todos os oito filhos dela. Essa arte, ainda mais nos tempos de hoje, traz emoções de orgulho e felicidade. Saber que a história da minha mãe, uma mulher que foi guerreira durante toda a sua vida, pode ser conhecida não só pela cidade, mas pelo estado do Tocantins e até pelo Brasil todo traz a sensação de que sua história sempre será lembrada. Tudo o que ela fez em vida não ficará apenas no coração da família Silva Guimarães, mas também no conhecimento do povo”, declarou Maria da Penha.
O documentário está disponível no canal da Secult no YouTube e também é exibido nos municípios tocantinenses durante as ações do MovCEU.
Avanços
As ações desenvolvidas ao longo de 2025 demonstram o avanço das políticas culturais no Tocantins, integrando preservação do patrimônio, valorização da memória e ampliação do acesso às artes. As iniciativas conduzidas pela Secretaria da Cultura fortalecem a identidade cultural do Estado, estimulam a participação da sociedade e asseguram que os bens materiais e imateriais continuem sendo reconhecidos, protegidos e transmitidos às futuras gerações.
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