
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jalapão, assumiu na sexta-feira, 7, a presidência do Conselho Consultivo do Mosaico do Jalapão para o biênio 2026/2027, durante reunião de retomada do colegiado. O encontro teve como objetivo mobilizar os integrantes para a reestruturação do Conselho e o fortalecimento da cooperação entre as áreas protegidas que compõem o Mosaico Jalapão.
O evento teve início na quinta-feira, 6, no Centro de Educação Profissional Almir Teixeira (Cetep), em Formosa do Rio Preto/BA. Durante os dois dias do encontro, os participantes discutiram o plano de ação do conselho para o biênio 2026–2027, abordando temas como o intercâmbio de informações entre as unidades; a composição do grupo de trabalho; o regimento interno e a construção da visão de futuro para o mosaico.
Durante o evento, foi realizada a votação para a escolha da nova presidência do Conselho do Mosaico Jalapão. Por decisão das instituições presentes, o Naturatins, representado pela supervisora da APA do Jalapão, Rejane Nunes, foi eleito para presidir o Conselho pelos próximos dois anos. O Instituto já havia exercido a última presidência do conselho em 2019.
A supervisora Rejane Nunes, enfatizou o compromisso do Instituto em promover o diálogo e a integração entre os estados. “Assumir a presidência do Conselho do Mosaico Jalapão é um passo importante para consolidar ações conjuntas e fortalecer a gestão participativa. O Mosaico é uma região estratégica, que exige união de esforços para garantir a conservação dos ecossistemas e o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem nesse território”, pontuou.
Segundo o representante da Rede de Mosaicos e Áreas Protegidas, Marcos Pinheiro, a reunião simbolizou um marco importante para o fortalecimento da gestão integrada do território. “Este encontro representa a retomada de um trabalho essencial para a conservação e o manejo sustentável das áreas protegidas. A reativação do conselho é um passo decisivo para promover a cooperação entre instituições, comunidades e governos, garantindo uma atuação mais articulada em prol do Mosaico Jalapão”, reforçou.
A diretora de Sustentabilidade e Conservação do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Jeanne Florence, ressaltou a importância da parceria entre Bahia e Tocantins. “Foram dois dias de troca muito produtiva. O Inema aderiu ao Mosaico e vai compor a vice-presidência, ao lado da representante do Tocantins, reafirmando o compromisso conjunto pela preservação do Cerrado”, destacou.
O secretário municipal de Meio Ambiente de Formosa do Rio Preto, William Knapp, também destacou a relevância do encontro. “Foi um momento enriquecedor, que reforça o papel do Jalapão como berço das águas do Cerrado e símbolo da integração entre estados em prol do desenvolvimento sustentável”, afirmou.
O encontro foi encerrado com uma visita técnica à Estação Ecológica do Rio Preto, onde os participantes conheceram as estruturas da unidade, os projetos de conservação e as ações desenvolvidas para a proteção dos ecossistemas locais.
Próximas etapas
Com a presidência agora exercida pelo Naturatins, o Conselho Consultivo do Mosaico do Jalapão inicia um novo ciclo de trabalho, voltado ao fortalecimento do diálogo entre as instituições e à ampliação da integração entre os estados que compõem o Mosaico, em benefício da conservação e do uso sustentável dos recursos naturais da região.
A nova formação do Conselho será consolidada até dezembro, com a definição das instituições que ocuparão as cadeiras para o biênio 2026/2027, incluindo representantes da sociedade civil, comunidades locais, do turismo comunitário e das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
A posse oficial dos novos membros está prevista para ocorrer em Mateiros/TO, em data ainda a ser definida.
Mosaico do Jalapão
Reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) por meio da Portaria nº 434/2016, o Mosaico do Jalapão reúne Unidades de Conservação (UCs) federais, estaduais e particulares que juntas somam mais de 43 mil km² de Cerrado preservado, sendo o maior bloco contínuo de vegetação nativa remanescente do Brasil Central. Entre as áreas que integram o mosaico estão a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, a Estação Ecológica Rio Preto, o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, o Parque Estadual do Jalapão, as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Serra da Tabatinga, Jalapão e Rio Preto, o Monumento Natural (Mona) Cânions e Corredeiras do Rio do Sono e a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Catedral do Jalapão.
Presenças
O evento reuniu representantes do Inema da Bahia; do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); das secretarias de Meio Ambiente de São Félix do Tocantins e Formosa do Rio Preto; da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob); do Programa de Inclusão Social e Rede de Mobilização e Apoio à Pesca (Pins/Remap); do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba (PNNRP); de entidades locais como Associação Comercial e Industrial de Formosa do Rio Preto (Aciforp); além das comunidades tradicionais, entre outras instituições.
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