
A equipe da Área de Proteção Ambiental (APA) Serra do Lajeado, gerida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) realiza, neste mês de dezembro, a implementação do Sistema Agroflorestal (SAF) no Centro de Fauna do Tocantins (Cefau). A iniciativa alia produção sustentável à preservação ambiental, com foco na geração de alimentos destinados ao consumo da fauna local.
O projeto, além de contribuir para a sustentabilidade ambiental, tem como foco atender às demandas alimentares do Centro de Fauna. “Todo o alimento produzido, como bananas, folhas e mandioca, por exemplo, será destinado ao consumo dos animais do Cefau, garantindo uma gestão mais eficiente dos recursos locais”, destaca a supervisora da APA Serra do Lajeado, Camila Muniz.
O SAF, conforme explica a supervisora Camila Muniz, integra diferentes tipos de plantas — árvores perenes, anuais e semiperenes — em uma mesma área, otimizando o uso do espaço e promovendo a recuperação do solo. “O sistema é planejado com base nos ciclos de cada planta. Enquanto as mudas arbóreas estão em fase de desenvolvimento, cultivamos espécies de ciclos mais curtos, como milho e mandioca, para aproveitar o solo, evitar que ele fique ocioso e enriquecê-lo com matéria orgânica e nutrientes”, detalha a supervisora.
O trabalho começou com a limpeza e o preparo do solo. Até o momento, foram plantadas mandiocas e bananas. Na próxima etapa, serão plantadas espécies arbóreas e frutíferas nativas do Cerrado. A intenção é produzir alimentos para o consumo local e a preservação ambiental. “O propósito é aproveitar a área de maneira sustentável. Uma muda frutífera, por exemplo, leva cerca de cinco anos para começar a produzir. Nesse período, utilizamos outras culturas que não só geram produção imediata, mas também ajudam a nutrir as árvores”, enfatiza a supervisora Camila Muniz.
O sistema também se destaca pelo manejo da matéria orgânica. Espécies como bananeiras são cortadas periodicamente para cobrir o solo, ajudando a manter a umidade, reduzir a temperatura e enriquecer a terra com nutrientes. Além disso, o ciclo sucessivo de cultivos permite que a área esteja sempre produtiva, mesmo antes das árvores atingirem seu estágio pleno de desenvolvimento.
Com o uso do SAF, a APA Serra do Lajeado busca incentivar práticas sustentáveis que podem ser replicadas em outras propriedades. O modelo, que já conta com um módulo demonstrativo na sede da APA, é uma referência para agricultores interessados em integrar produção e conservação ambiental. “A iniciativa reforça a importância do manejo agroflorestal como uma solução inovadora e viável para equilibrar produção agrícola e preservação dos ecossistemas”, conclui a supervisora Camila Muniz.
Sistema agroflorestal
O SAF é uma prática sustentável que integra o cultivo agrícola, as árvores e, às vezes, a criação de animais em uma mesma área, promovendo equilíbrio ecológico e benefícios mútuos entre os elementos. Baseia-se na biodiversidade e na recuperação ambiental, imitando processos naturais das florestas. Essa abordagem melhora a fertilidade do solo, conserva recursos hídricos, contribui para o sequestro de carbono e protege contra a erosão. Além de benefícios ambientais, os SAFs geram renda diversificada ao combinar alimentos, madeira e outros produtos, sendo uma solução viável para aliar produtividade, sustentabilidade e qualidade de vida nas comunidades rurais.
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