
O Governo do Tocantins realizou nesta terça-feira, 18, a Oficina sobre o arranjo financeiro e de governança do Fundo Clima do Estado do Tocantins (FunClima), instituído por meio da Lei 4.131/2024, para esclarecer a finalidade do Fundo, quais as suas fontes de recursos e como será operacionalizado. Dividida em três momentos, a oficina começou com a apresentação, em seguida abriu espaço para o debate e sugestões que vão orientar os próximos passos para proposta de regulamentação contida no texto da minuta do Decreto.
Além da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), a oficina reuniu representantes das secretarias de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan), Fazenda (Sefaz), Administração (Secad), Agricultura e Pecuária (Seagro), Turismo (Sectur), Pesca e Aquicultura (Sepea) e da Secretaria da Mulher (SecMulher), bem como do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e do Earth Innovation Institute (EII). Também foram convidados os representantes da Controladoria Geral do Estado (CGE) e da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot) para participar dessa etapa de elaboração da minuta do Decreto.
Representando o secretário Marcello Lelis, a secretária Executiva da Semarh, Mônica Avelino, ressaltou a satisfação em receber os representantes das instituições para tratar da regulamentação do Fundo Clima, a operacionalização e atendimento das demandas das populações que serão beneficiadas pelo recurso para continuar conservando o meio ambiente, de forma sustentável.
“A regulamentação do Fundo Clima permitirá a operacionalização de recursos voltados para essa temática no Estado, esse é um avanço muito grande para o Tocantins, por exemplo, através do programa Jurisdicional de REDD+ [Redução de Emissões de gases de efeito estufa por Desmatamento e Degradação]. Esperamos que nessa oficina sejam apresentadas e atendidas todas as demandas que são necessárias para colocarmos em prática as ações e benefícios que estarão vinculados a esse Fundo”, afirmou Mônica Avelino.
A superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Marli Santos, destacou a criação das leis nº 4.111/2023 que trata da Política Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (PEPSA) e nº 4.131/2023 que institui o Fundo Clima do Estado do Tocantins (FunClima) que permitiu o início do processo de registro dos créditos de carbono no padrão internacional Art Trees, pontuando que esse é um processo demorado, que exige a análise de requisitos do Estado e seus órgãos, numa lista com 120 linhas de indicadores de estrutura, processos e resultados.
Marli Santos reiterou que “é muito difícil cumprir cada indicador, pois a ação de cada secretaria gera indicadores que devem ser incluídos no processo para comprovação e transparência do que está sendo feito. Essa oficina teve o objetivo de apresentar o que é o FunClima, quais as suas fontes de recursos, como será operacionalizado, receber sugestões e definir os próximos passos, o que precisamos fazer para efetivar o fundo. Esse processo de discussão é fundamental, porque é nesse momento que a gente vai envolver cada comunidade, agricultor familiar, povo indígena, o pequeno, médio e até grande produtor, que terão acesso ao recurso”.
A consultora da Tocantins Carbono, Rose Sena, apresentou os instrumentos de participação e controle, os atores-chaves e competências, a necessidade do plano quadrienal, relacionou a aplicação dos recursos às sete diretrizes das Salvaguardas de Cancún e salientou que, “há uma preocupação com o compromisso necessário para que as políticas públicas cheguem às comunidades e suas tradições de forma positiva”.
Rose Sena delineou o arranjo de execução operacional e financeira a partir da geração de ativos e benefícios e acrescentou que além do JREDD+ outros programas poderão fazer parte do FunClima. Entre outros assuntos, Rose Sena mostrou a abordagem do programa JREDD+ Tocantins, a lógica de execução e impacto, a repartição de benefícios e a instituição da unidade de gerenciamento, indicou o instrumento de cooperação técnica, as formas direta e indireta de execução financeira e listou as próximas etapas definidas.
Próximos passos
Os participantes contribuíram com suas respectivas expertises ao longo do encontro e definiram quatro ações para os próximos passos, entre elas, analisar a indicação das representações do poder público e da sociedade civil no conselho diretor, a minuta do decreto regulamentador para considerações, a minuta do regimento interno da estrutura de governança do FunClima, alinhamento com os instrumentos legais do PPA e LOA para indicação das unidades orçamentárias e a análise da estrutura administrativa necessária para a unidade de gerenciamento.
Após concluir esse processo, o documento com a proposta para o Decreto de regulamentação do Fundo Clima do Tocantins será encaminhado à apreciação conjunta dos secretários de Estado que têm ligação direta com o tema.
Tocantins Governo do Tocantins publica edital de processo seletivo com bolsas de R$ 3,1 mil para gestão de recursos hídricos
Tocantins Governo do Tocantins promove oficina com foco no desenvolvimento econômico sustentável
Tocantins Em Formoso do Araguaia, Governo do Tocantins reforça avanços na política hídrica com a Caravana do Meio Ambiente
Tocantins Governo do Tocantins cria Agência Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Formoso e investe R$ 1 milhão no planejamento hídrico
Tocantins Semana da Água inicia com apresentação do projeto Plantando Água e ações de preservação de nascentes
Tocantins Com mais de 10 mil mudas plantadas, Governo do Tocantins avança na recuperação de nascentes com o projeto Plantando Água
Tocantins Em Brasília, Governo do Tocantins e estados da Amazônia debatem aprimoramento de políticas de regularização ambiental
Tocantins Em Brasília, Governo do Tocantins e estados da Amazônia Legal debatem aprimoramento de políticas de regularização ambiental
Tocantins Governo do Tocantins estrutura rede hidrometeorológica com monitoramento diário do nível e da qualidade da água das bacias hidrográficas