
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto que transforma cargos vagos da estrutura do Conselho Nacional do Ministério Público – sete cargos de técnico (nível médio) e cinco de analista (nível superior) – em 10 cargos em comissão, que são de livre nomeação e exoneração, ou seja, são preenchidos sem concurso. O texto também cria, a partir do aproveitamento de sobra orçamentária, outros 32 cargos em comissão.
A relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), apresentou parecer pela constitucionalidade de substitutivo da Comissão de Administração e Serviço Público ao Projeto de Lei 2073/22, de autoria do Ministério Público da União.
A proposta foi analisada em caráter conclusivo e poderá seguir ao Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário.
Críticas
O deputado Patrus Ananias (PT-MG) foi contra a aprovação do projeto. “A experiência nos ensina que onde prevalecem os servidores públicos concursados, o serviço público ganha uma outra dimensão. Esse alargamento com relação aos cargos de confiança, ao meu ver e na opinião de vários parlamentares com quem tenho conversado, não contribui para o fortalecimento das políticas públicas”, argumentou Ananias.
Sem previsão de concurso
Bia Kicis ressaltou, porém, que não há previsão de concursos e que a criação dos cargos não aumenta as despesas. “Os conselheiros entendem que essa é a melhor forma para que eles possam desenvolver seu trabalho", disse a relatora, ressaltando que o projeto não aumenta despesas. "A gente entende que isso [aprovação do projeto] vai ajudar o serviço prestado a ser mais eficiente.”
Câmara Comissão aprova critérios para colação de grau antecipada em universidades
Câmara Comissão aprova uso de parte da renda da loteria esportiva por fundo de calamidades
Câmara Câmara pode votar na próxima semana projetos ligados à saúde