
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou, em pronunciamento nesta terça-feira (23), propagandas veiculadas na imprensa sobre o trabalho das organizações não governamentais (ONGs). Segundo o parlamentar, as campanhas são patrocinadas pela Sociedade Viva, um conglomerado de organizações que representam ONGs, a exemplo da Associação Brasileira das Organizações Não Governamentais (Abong).
Plínio afirmou que os comerciais foram criados com a missão de esclarecer os brasileiros sobre a importância das ONGs, mas questionou o fato de as propagandas afirmarem que as organizações trabalham com o propósito de proteger a Amazônia.
— O que a campanha mostra não reflete o que os indígenas relataram a nós, senadores, nem o que observamos durante nossas diligências em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas; na Reserva Chico Mendes, no Acre; e na região de Apyterewa, no Pará. Na Amazônia, há, de fato, muitas ONGs que fazem acontecer, mas para benefício próprio. Por exemplo, o Instituto Socioambiental, conhecido por indígenas da região do Alto Solimões como Isa (Índio Sendo Assaltado), fechou o ano de 2022 com um orçamento de quase R$ 70 milhões [...]. Desse valor, 84% são provenientes de doações estrangeiras e 16% de doadores nacionais. Em seus 30 anos de existência, o Isa recebeu uma média de R$ 20 milhões por ano. É só multiplicar por 30. No entanto, não há clareza sobre como esses recursos são utilizados.
O parlamentar destacou que o relatório da CPI das ONGs, realizada em 2023, demonstrou que mais de 80% dos recursos recebidos por essas organizações são gastos em atividades internas, como custos administrativos e pagamento de pessoal, além de viagem e consultoria. Segundo Plínio, os 20% restantes são utilizados para treinar membros das organizações.
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