
A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2064/22 , do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que garante ao cidadão o direito de usar seu nome religioso (adotado de acordo com a sua fé e crença) ao ser atendido em repartições da administração pública federal e em documentos oficiais.
Os parlamentares acolheram o parecer da relatora , deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), pela aprovação da proposta.
Alice Portugal explicou que o projeto se alinha com as práticas de inclusão e adota a mesma lógica de decreto que já garante o uso do nome social (referente à identidade de gênero do cidadão) no governo federal.
"O nome religioso é apenas mais um dos aspectos sociais que podem compor a identidade da pessoa, de modo que deve ter o mesmo tratamento dado ao uso do nome social", disse a relatora. "O reconhecimento do nome não fere a neutralidade estatal, mas, sim, promove a inclusão."
O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) votou pela rejeição do texto.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Câmara Câmara aprova novas regras para internação de adolescentes usuários de drogas em situação de risco; acompanhe
Câmara Motta defende análise de impacto fiscal sobre mudanças no faturamento de MEI
Câmara Comissão aprova novas regras para divisão de recursos da Timemania entre clubes
Câmara Comissão aprova projeto que pune gestor que não pagar piso salarial de professores
Câmara Comissão aprova projeto que exige autodeclaração de cor de candidatos e cria regras para cotas eleitorais
Câmara Câmara pode votar propostas sobre impactos econômicos da guerra, feminicídio, educação e imunidade tributária