
O senador Confúcio Moura (MDB-RO), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (6), chamou a atenção para o crescimento do endividamento das famílias brasileiras e os desafios estruturais relacionados ao uso do crédito no país. Ele citou o lançamento recente de programa de renegociação de dívidas pelo governo federal — Desenrola 2.0 — e destacou que a medida ocorre em um contexto de elevado comprometimento da renda das famílias.
— O crédito deixou de ser uma ferramenta eventual e passou a funcionar em muitos lares como complemento de renda. Quando isso acontece, deixamos de ter um problema individual e passamos a enfrentar um problema estrutural, e esse cenário tem consequências claras. Hoje, cerca de 30% da renda das famílias já está comprometida com dívidas, antes mesmo de começar o mês. E a inadimplência permanece elevada, próxima de 30%, revelando a dificuldade real para sair do ciclo do endividamento — afirmou
O senador ressaltou que o avanço da inclusão bancária e das ferramentas digitais, como o uso de aplicativos e meios de pagamento instantâneo, trouxe facilidades, mas também evidenciou a falta de preparo da população para lidar com o sistema financeiro. Segundo ele, o crescimento do crédito acima da renda tem ampliado o comprometimento financeiro das famílias e impactado a economia.
— Os programas de renegociação são importantes, como esse lançado ontem. Medidas de alívio têm seu valor, mas é preciso reconhecer: estamos tratando o sintoma, enquanto a causa permanece intacta. Sem educação financeira, o problema não desaparece; ele apenas retorna. E retorna, muitas vezes, mais pesado. E esse não é um problema isolado. Ele atinge o comércio, desacelera a economia, aprofunda desigualdades e compromete o futuro de milhares de famílias.
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