
O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), tem incentivado a participação das escolas em olimpíadas científicas e desenvolvido ações voltadas à educação antirracista, como o projetoPoder Afro. Como resultado dessas iniciativas, uma equipe da Escola Estadual Setor Sul, de Palmas, conquistou o 1º lugar na classificação estadual e a 11ª colocação na classificação geral da Olimpíada Brasileira de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena (Obereri).
A equipe é formada pelas professoras Maíra Lopes Pedroso, que leciona Sociologia, e Elanne Gabriela Oliveira de Aguiar, de História, e pelos estudantes Geovana Rafaela Botelho dos Santos, Lara Rafaela Martins de Souza, Wantony Kalebe Silva Conceição, Isadora Silva Gonçalves e Leticia Aguiar, que cursam a 3ª série do ensino médio.
A escola participou das etapas da olimpíada com a resolução de questões de múltiplas escolhas, um estudo de caso, que a escola optou por desenvolver um trabalho sobre a mineração em território indígena e por último produziu um podcast sobre a escritora Carolina Maria de Jesus. Por meio da história de Carolina, os estudantes puderam fazer uma análise sobre a sua vida e os seus escritos e olhar para a realidade na qual vivem. O projeto também proporcionou uma reflexão sobre a profissão dos catadores de materiais recicláveis, a sua importância social, o seu cuidado com o meio ambiente, o valor econômico do trabalho e a sua vulnerabilidade.
E de uma forma interdisciplinar, em um dos momentos de estudos, os estudantes escreveram cartas para Carolina, como forma de homenageá-la e de se lembrar de tantas outras mulheres que são mãe solo, que estão sem moradia e que vivem à margem da sociedade.
Percepções
“Nós estamos muito felizes pelo resultado alcançado e ainda mais por poder proporcionar uma bolsa de iniciação científica para um membro de nossa equipe, que dará continuidade às pesquisas relacionadas a essa temática durante todo o ano de 2026, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Nossa escola participou com três equipes, sendo que duas delas chegaram à fase final da olimpíada e todas serão contempladas com medalhas. A escola receberá o Selo de Escola Antirracista, reconhecendo o trabalho que toda a equipe da Escola Setor Sul tem se empenhado em desenvolver”, explicou a professora Maíra Lopes.
A professora Elanne Gabriela ressaltou as aprendizagens. “Os estudantes ficaram encantados com a história de Carolina. Após muitas leituras e conversas, percebemos que eles melhoraram a proficiência em leitura. Essa ação foi tão significativa para a escola que temos a satisfação de colher os resultados”, afirmou.
A estudante Lara Rafaela, 17 anos, comemorou o resultado que o projeto alcançou. “Foi incrível receber essa notícia, em saber que a nossa escola ficou em 1º lugar no Tocantins. Isso nos deixou alegres e animados”, frisou.
A aluna Geovana Rafaela comentou sobre a sua participação na olimpíada. “Foi uma experiência de muito aprendizado. Conhecemos o conceito de racismo ambiental e percebemos como ele também está presente nas cidades, especialmente nas periferias. O maior desafio foi relacionar a temática à realidade dos povos tradicionais. Nossa escola possui Selo Antirracista, e uma das ações desenvolvidas nesse sentido acabou nos inspirando na construção do projeto. O trabalho em equipe e a pesquisa orientada pela professora Maíra foram fundamentais para o desenvolvimento do projeto e para o sucesso em cada etapa”, explicou.
Geovana também ressaltou a importância da premiação. “Eu não imaginava alcançar essa posição. Isso representa muito para mim e para minha família. Receber a bolsa é um grande incentivo para continuar me dedicando aos estudos, assim como meus amigos. Em especial a Lara Raphaela, com quem apresentei o podcast na etapa final. Essa conquista também representa elevar o nome da Escola Estadual Setor Sul, onde somos constantemente incentivados pelos professores a participar de olimpíadas e a buscar a transformação da nossa realidade”, enfatizou.
Projeto Poder Afro
O Governo do Estado desenvolve o projeto Poder Afro, que tem o objetivo de fortalecer estratégias de combate ao racismo nas escolas, promovendo o respeito às diferenças e a inclusão.
Por meio do projeto, a Seduc promoveu formações para professores, produziu o material Minha África Brasileira e Povos Indígenas, que foi distribuído em todas as escolas estaduais do ensino médio, visando auxiliar no ensino de história e culturas africanas, afro-brasileira e indígena.
Tocantins Clube de Benefícios do Governo do Tocantins oferece aos servidores estaduais descontos de até 70% em produtos e serviços
Tocantins Projeto do Governo do Tocantins fortalece educação antirracista e escola de Palmas é destaque em olimpíada nacional
Tocantins Governo do Tocantins homologa licitação para construção do câmpus da Unitins em Augustinópolis
Geral Vereador do Rio é preso suspeito de ligação com o Comando Vermelho
Tocantins Adapec suspende temporariamente exigência de vacina contra influenza equina no Tocantins após recomendação do Ministério da Agricultura
Tocantins Polícia Civil deflagra "Operação Sinal Vermelho" contra esquema de fraude na emissão de CNHs no Tocantins