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Prefeitura de Gurupi inicia oferta do Implanon pelo SUS e realiza primeira inserção na Clínica da Mulher

Josy Rodrigues Donato – Ascom Saúde Gurupi Fotos: Lino Vargas/Secom Gurupi Um marco na saúde da mulher gurupiense teve início nesta terça-feira, 10...

10/03/2026 às 13h38
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Gurupi - TO
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Gurupi - TO
Foto: Reprodução/Prefeitura de Gurupi - TO

Josy Rodrigues Donato – Ascom Saúde Gurupi

Fotos: Lino Vargas/Secom Gurupi

Um marco na saúde da mulher gurupiense teve início nesta terça-feira, 10. A Prefeitura de Gurupi, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou a primeira inserção do Implanon, considerado um dos métodos contraceptivos mais modernos e seguros da atualidade. O procedimento foi realizado na Clínica da Mulher, unidade referência no atendimento à saúde feminina no município.

O implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, mais conhecido como implanon, que pode custar mais de R$ 2 mil na rede privada, sendo entre R$ 800 e R$ 1.200 apenas o implante em farmácias, sem a inserção passa agora a ser ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Gurupi, por meio de uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com os municípios.

Para esta primeira etapa, Gurupi recebeu 266 unidades do método, número considerado limitado. Por isso, os critérios técnicos são rigorosos para garantir que o implante seja destinado às pacientes com maior necessidade clínica e social. A coordenadora da Clínica da Mulher, Clara Marrafon, explica que a escolha das pacientes passa por uma avaliação criteriosa realizada pelas equipes de saúde.

“Para a escolha da paciente que vai receber o método, a gente tem vários critérios. Para chegar a essa decisão, muita coisa é avaliada. A paciente que recebeu hoje é menor de idade, tem diagnóstico de endometriose e apresentava dificuldade de adaptação ao uso da pílula anticoncepcional. Então são vários fatores analisados”, explicou.

Segundo a coordenadora, a chegada do método representa um avanço importante para o planejamento familiar no município. “É um marco na saúde da mulher. Estamos testemunhando um avanço no planejamento familiar. As mulheres passam a ter um leque maior de opções de métodos contraceptivos disponíveis pelo SUS”, destacou.

Primeira paciente

A primeira paciente a receber o implante tem 15 anos e desde os 10 anos de idade convive com sintomas de endometriose, doença que provoca fortes dores e alterações no ciclo menstrual. Ela contou que ficou apreensiva antes do procedimento, mas se surpreendeu com a tranquilidade da aplicação.

“No começo eu senti um pouco de medo, mas depois vi que não era nada demais. Foi muito tranquilo, praticamente não senti nada. É uma dor bem leve. Agora eu me sinto feliz, é um sentimento de conquista, porque sei que vai me ajudar muito”, relatou.

Segundo a adolescente, o implante foi indicado para ajudar a amenizar os sintomas da doença, como cólicas intensas, dores nas costas e sangramentos.

Esperança para a família

Para a mãe da paciente, Mayara Martins da Silva, o acesso ao método pelo SUS representa esperança de mais qualidade de vida para a filha.

“Para nós é um marco muito grande, porque já são cinco anos acompanhando minha filha sofrer com a endometriose. Agora, com esse método, temos a possibilidade de melhorar muito as dores e os fluxos. Quem tem endometriose consegue levar uma vida normal, mas passa por muitas dificuldades, principalmente com as dores. Esse método vem para amenizar esses problemas e trazer mais qualidade de vida”, afirmou.

Benefícios do Implanon

A médica Marcosa Azevedo, que realizou o procedimento, explica que o Implanon é um contraceptivo hormonal implantado sob a pele do braço e pode permanecer no organismo por até três anos.

“O Implanon é um contraceptivo subdérmico que é inserido na primeira camada da pele. Ele libera pequenas doses hormonais de forma contínua e pode permanecer no organismo por até três anos. Além de evitar a gravidez, ele também pode ajudar mulheres que apresentam sangramentos excessivos, cólicas intensas, endometriose e outras alterações menstruais”, explicou.

Segundo a médica, o método pode contribuir para reduzir ou até interromper o ciclo menstrual em algumas pacientes, o que ajuda a amenizar sintomas associados a diversas condições ginecológicas.

Como funciona o acesso

Devido ao número limitado de implantes recebidos pelo município, as pacientes passam inicialmente por avaliação nas Unidades de Saúde da Família (USF). Quando identificados os critérios de elegibilidade, elas são encaminhadas diretamente para a Clínica da Mulher, onde profissionais habilitados realizam a avaliação final, orientações, solicitação de exames e a inserção do implante.

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