
A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) criticou nesta terça-feira (24) decisões judiciais que, na avaliação dela, têm esvaziado a eficácia de leis protetivas contra mulheres e crianças. A parlamentar destacou dois casos: a absolvição de um homem que era acusado de estupro de vulnerável por manter relação com uma criança de 12 anos; e a soltura de um agressorque foi filmado batendo na companheira com um taco de sinuca, liberado após a mulher retirar a queixa.
A parlamentar argumentou que interpretações subjetivas ignoram o Código Penal e a Lei Maria da Penha .
— A lei existe porque tem dependência econômica, pressão familiar ou medo. E a lei é justamente para impedir que a violência seja silenciada.
Buzetti denunciou o que chamou de "justificar o injustificável", no caso do estupro de vulnerável, e apontou negligência do Ministério Público ao aceitar a desistência da vítima em casos de violência doméstica, contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela destacou que a lentidão do Congresso é agravada pela aplicação ineficaz da legislação pelo Judiciário e disse que leis duras se tornam inócuas quando não são aplicadas com o rigor necessário.
— Não se trata aqui de atacar o Judiciário ou o Ministério Público. Trata-se de reafirmar um compromisso institucional com aquilo que o próprio Estado brasileiro decidiu: proteger a vida. E aqui nós estamos falando da vida de mulheres e da dignidade de crianças.
Senado Federal Davi lamenta morte de Oscar Schmidt, ‘ícone do basquete brasileiro’
Senado Federal Girão defende reação do Senado contra atos do STF
Senado Federal Sugestão legislativa para permitir uso e cultivo pessoal de maconha é rejeitada