
A corrida pelo Palácio Araguaia começou a ganhar contornos mais definidos. O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado estadual Amélio Cayres, oficializou nas redes sociais sua pré-candidatura ao Governo do Estado, deixando a posição de articulador político para assumir protagonismo no processo sucessório de 2026.
Na publicação, Cayres destacou que sua decisão não representa um projeto individual, mas uma construção coletiva. “Coloco meu nome como pré-candidato ao Governo do Tocantins com o coração cheio de fé, responsabilidade e compromisso. Não é um projeto pessoal, é um chamado coletivo”, afirmou. Ele também ressaltou propostas como fortalecimento dos municípios, respeito aos recursos públicos e promoção de um desenvolvimento mais equilibrado para o Estado.
A movimentação tem peso simbólico e estratégico. Ao tornar pública sua intenção, Amélio demarca espaço dentro da base governista e envia um recado claro aos aliados: não está disposto a ocupar a posição de vice em eventual composição majoritária. O gesto atinge diretamente o grupo que trabalha a pré-candidatura da senadora Professora Dorinha Seabra ao governo.
Nos bastidores, o clima entre os dois campos políticos é de cautela e desconfiança. Divergências acumuladas ao longo do tempo dificultam uma composição imediata. Embora o governador Wanderlei Barbosa sinalize interesse em unificar o grupo para as eleições de 2026, a formação de uma chapa consensual parece, neste momento, um desafio complexo.
Diante desse quadro, aliados avaliam que permitir que ambas as pré-candidaturas avancem pode ser a estratégia mais prudente. Caso se consolidem eleitoralmente, o segundo turno surgiria como espaço natural para convergência, com eventual apoio ao nome mais competitivo. A tática evita rupturas antecipadas e mantém a base em movimento.

O cenário também é influenciado pelo ambiente na Assembleia Legislativa. Informações de bastidores indicam que entre nove e onze deputados já não atuariam de forma alinhada ao governo. Após o Carnaval, esse grupo pode assumir postura mais independente ou até oposicionista. Se confirmada, essa reconfiguração ampliaria a pressão sobre o Palácio Araguaia, criando uma oposição articulada com forte presença parlamentar.
O que antes parecia um caminho previsível começa a dar lugar a uma disputa mais aberta e incerta. A sucessão estadual promete movimentos estratégicos, reacomodações internas e possíveis reviravoltas.
Além das articulações políticas, o fator jurídico permanece como variável relevante. Eventuais decisões judiciais ou desdobramentos de investigações em instâncias superiores, como STF e STJ, podem alterar o equilíbrio do jogo político, especialmente em um contexto nacional marcado por instabilidade.
Por ora, o fato concreto é que Amélio Cayres colocou oficialmente seu nome na disputa e sinalizou disposição para competir de forma efetiva. O tabuleiro foi movimentado — e a eleição de 2026, no Tocantins, entrou definitivamente em fase de pré-jogo.

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