
A Escola Estadual Floresta, localizada no distrito de Campo Alegre, a 73 km de Paranã, alcançou o seu ápice no ano passado, sendo premiada em quatro categorias no Prêmio Escola que Transforma, na edição 2025. O prêmio é uma das ações do Programa de Fortalecimento da Educação (Profe), desenvolvido pelo Governo do Tocantins, com a finalidade de promover e fortalecer o trabalho realizado nas instituições de ensino.
A escola conquistou o 1º lugar, na modalidade educação do campo, parcial e integral, ensino fundamental, com o projetoFloresta dos descritores: onde compreensão leitora e raciocínio matemático florescem. E também o 1º lugar, com o projetoPotencializando saberes: conexões que transformam, na modalidade equipes multiprofissionais.
O prêmio de 2º lugar veio com o projetoSaberes que florescem: gincana de Matemática na Escola Floresta, na modalidade Escola do Campo, ensino parcial e integral, ensino médio. E o 3º lugar, com o projetoFloresta literária: onde a leitura floresce e a proficiência cresce, na modalidade ações, da Superintendência Regional de Educação de Arraias.
A escola observou, ao longo do ano letivo, um baixo desempenho acadêmico em matemática e em língua portuguesa, por uma parcela significativa de estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio. Na intenção de reverter o diagnóstico, todos da escola se envolveram na realização de projetos com novas dinâmicas para melhorar a aprendizagem.
Os quatro projetos foram elaborados para ajudar os estudantes a desenvolverem mais conhecimentos sobre matemática e língua portuguesa.
Entre as ações propostas estão o desenvolvimento de atividades que integram leitura de textos com problemas matemáticos e a capacitação de professores para aplicar estratégias que estimulem a compreensão leitora e o raciocínio lógico.
No decorrer do ano letivo, a escola promoveu leituras em grupo, gincanas, reuniões semanais com pais e responsáveis, realização de simulados de Matemática e Língua Portuguesa, leituras e interpretação de textos de diversos gêneros literários e momentos de apresentações artísticas.
A equipe multiprofissional também desenvolveu o projetoPotencializando saberes: conexões que transformam, visando fortalecer as habilidades dos alunos nos estudos, na convivência social e emocional. Para isso, a equipe conversou com estudantes individualmente, incentivou a participação no programaCanta Tocantins, como forma de desenvolver vários aspectos da arte, e promoveu a oficina de poesia e redação com o escritor Osmar Casagrande.
A estudante Tatiele Torres Ribeiro, de 13 anos, do 9º ano do ensino fundamental, afirma que gostou muito dos projetos e está feliz com a premiação. “Na oficina de redação, o escritor Osmar Casagrande usou uma metodologia interessante, que eu passei a utilizar quando vou produzir as minhas redações”, conta a estudante.
“Participar doCanta Tocantinsnos fez soltar a voz e eu me senti mais animada e com vontade de aprender”, frisa a estudante Gizelle Ribeiro, do 8º ano do ensino fundamental. Ela foi finalista do 5° Canta Tocantins.
A aluna Ana Júlia Souza Brito, que cursa a 1ª série do ensino médio, falou da importância dos projetos. “Percebemos que melhorou a fluência na leitura, as habilidades em Matemática e o ambiente escolar”, informa.
O diagnóstico do desempenho acadêmico foi obtido por meio do Sistema de Avaliação da Educação do Tocantins (Saeto). “A baixa proficiência evidenciou a necessidade urgente de intervenções pedagógicas direcionadas e eficazes. Após três meses de realização dos projetos, houve um crescimento de 160% no percentual de desempenho estudantil”, explica o professor Eliezer Carlos Carvalho, um dos responsáveis pelo projetoFloresta dos descritores.
A diretora da escola, Edileuza Araújo de Souza, também foi responsável por um dos projetos, que transformaram os ambientes escolares em espaços de leitura. Para aproximar os livros dos estudantes, a equipe distribuiu exemplares em mesas e árvores no pátio da escola. Alunos, familiares, professores e servidores foram convidados a participar da jornada de leituras.
De acordo com a diretora Edileuza, a cada semana o interesse dos estudantes pela leitura aumentava consideravelmente, assim como a participação dos familiares. “O momento de escolha dos livros passou a ser satisfatório, pois os estudantes sabiam o que queriam ler e por que desejavam conhecer tal obra. As produções eram enriquecidas a cada leitura realizada, com novos vocabulários e leitores cada vez mais fluentes e críticos”, comenta.
Com essas experiências realizadas em 2025, a equipe da escola está mais animada e alinhada para tecer outras iniciativas que ajudem a ampliar a qualidade do ensino e da aprendizagem.
A escola vive um novo momento pedagógico
A diretora Edileuza explica como a realização dos projetos promoveu uma mudança no fazer da escola. “Os projetos desenvolvidos na Escola Estadual Floresta marcaram um novo momento no fazer pedagógico, trazendo inovação, engajamento e intencionalidade às práticas educativas. Ao integrar dados, ludicidade, interdisciplinaridade e foco nas aprendizagens essenciais, essas ações deram um novo impulso ao trabalho escolar, fortalecendo o protagonismo, o ensino-aprendizagem e promovendo uma educação mais significativa e transformadora”, esclarece.
A escola também desenvolveu o projetoDados que inspiram mudança, resultados que transformam, que fortaleceu a cultura de análise e reflexão, permitindo que a escola utilizasse dados educacionais como base para decisões pedagógicas mais conscientes.
Também foi realizado o projetoSaberes que florescem: gincana da Matemática na Escola Floresta,que deu um novo dinamismo às aulas, ao transformar o aprendizado matemático em uma experiência lúdica e colaborativa.
Por sua vez, o projetoPotencializando saberesampliou o olhar sobre a aprendizagem, incentivando a interdisciplinaridade e o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento.
Por fim, oFloresta dos descritoresimpulsionou o trabalho pedagógico ao focar diretamente no desenvolvimento de competências essenciais. “Em conjunto, esses projetos renovaram as práticas pedagógicas, fortaleceram o compromisso coletivo da comunidade escolar e consolidaram uma escola mais participativa, reflexiva e comprometida com a aprendizagem de todos”, finaliza a diretora Edileuza.
A Escola Estadual Floresta conta atualmente com 100 estudantes e oferta o ensino fundamental do 6º ao 9º ano, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), 2º e 3º segmentos.
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