
Com o início do calendário acadêmico em diversas instituições de ensino do Tocantins, no fim de janeiro, cresce a procura por serviços de transporte escolar. A alternativa facilita a rotina de muitas famílias, mas exige atenção redobrada quanto à segurança dos veículos contratados.
O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia (AEM), reforça que é obrigatória a instalação e o perfeito funcionamento do cronotacógrafo em todos os veículos com capacidade para transportar mais de 10 passageiros, como vans e ônibus escolares, além de veículos de carga, como caminhões e carretas.
O cronotacógrafo, também conhecido como tacógrafo, funciona como a “caixa-preta” do veículo. O equipamento registra, de forma simultânea e inviolável, dados como velocidade, distância percorrida, tempo de direção, paradas e descanso do condutor. Por se tratar de um instrumento de medição, ele deve passar por verificação metrológica periódica, sendo também fundamental em análises técnicas, perícias e investigações de acidentes de trânsito.
Segurança em primeiro lugar
O equipamento armazena as informações em diagramas de papel ou fitas, que devem ser substituídas a cada 24 horas ou a cada sete dias, conforme o modelo. Além dos dados do veículo, o cronotacógrafo registra informações relacionadas ao comportamento do motorista, como jornada de trabalho, tempo de parada e tempo efetivo de condução.
Ao longo dos anos, o uso do cronotacógrafo tornou-se cada vez mais relevante para a segurança viária, contribuindo diretamente para a redução de excessos de velocidade e, consequentemente, de acidentes nas vias urbanas e rodovias.
Como funciona a fiscalização
A equipe técnica da AEM realiza, periodicamente, ações de fiscalização para verificar se os cronotacógrafos estão devidamente certificados, com lacres e selos de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Durante o processo, os proprietários dos veículos devem procurar uma Oficina Permissionária, onde é feita a leitura dos dados do cronotacógrafo. Essas informações são encaminhadas à AEM, que valida os ensaios por meio de instrumentos específicos. Caso aprovado, o veículo recebe certificação válida por dois anos. Em caso de reprovação, é necessário realizar novo ensaio metrológico.
Veículos flagrados em circulação sem o cronotacógrafo ou com o equipamento reprovado são autuados e ficam impedidos de trafegar.
O presidente da AEM, Denner Martins, explica que o equipamento é um importante aliado da segurança. “O tacógrafo ajuda a coibir excessos de velocidade e registra informações que comprovam o comportamento do motorista, inclusive quanto ao cumprimento da legislação de trânsito e trabalhista. Isso se reflete diretamente em mais segurança para pais e responsáveis que contratam o transporte escolar”, destaca.
A Agência de Metrologia orienta que pais e responsáveis verifiquem se o veículo possui cronotacógrafo instalado e se a certificação do equipamento está válida. A regularidade pode ser consultada pelo site
http://cronotacografo.inmetro.rs.gov.br/certificados/consultar, informando a placa do veículo.
Caso apareça a mensagem “Nenhum documento encontrado”, o veículo está irregular. Também é possível verificar se o certificado está provisório, vencido ou regularizado.
É bom saber
A responsabilidade pela manutenção e verificação do cronotacógrafo é do proprietário do veículo. Os ensaios devem ser realizados nos Postos Acreditados de Cronotacógrafos (PACs). Veículos sem o equipamento, com adulterações ou em desconformidade com as normas podem sofrer sanções administrativas e jurídicas. Os documentos emitidos pela AEM têm validade em todo o território nacional.
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