
A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política Nacional de Repatriação de Artefatos dos Povos e Comunidades Indígenas Brasileiros.
O objetivo é recuperar objetos e arquivos culturais de coleções particulares e museus para devolvê-los às comunidades de origem. O texto divide a nova política em eixos, como a repatriação e destinação de artefatos e arquivos; inventário e registro; e cooperação internacional e intercâmbio.
A comissão aprovou o texto da relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), favorável à versão da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial para o Projeto de Lei 118/24 , do deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE).
Apagamento da identidade
“A retirada forçada do patrimônio artístico dos povos originários brasileiros e, com ela, o apagamento de sua identidade, cultura e memória, é uma das marcas mais violentas do colonialismo praticado ao longo da história”, disse a relatora.
“Devolver os artefatos aos povos originários é, portanto, um passo essencial para corrigir injustiças passadas e presentes, reconhecendo o valor das culturas indígenas, quilombolas e tradicionais”, continuou Célia Xakriabá em seu parecer.
A relatora lembrou que, em 2024, esteve presente na solenidade de repatriação do manto sagrado do povo Tupinambá. Esse manto, feito de penas vermelhas no século 17, foi levado para a Dinamarca em 1644 e ficou lá até o retorno ao Brasil.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para mudar a lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Câmara Comissão aprova isenção de encargo do setor elétrico para usinas nucleares
Câmara Comissão aprova prazo de até 120 dias para banco formalizar contratos do Minha Casa, Minha Vida
Câmara Comissão aprova projeto que inclui turismo como foco orçamentário de política do idoso