
O líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a PEC das Prerrogativas ( PEC 3/21 ) divide o Plenário da Câmara. Para ele, não é o momento de "acirrar conflitos institucionais". O deputado falou a jornalistas após a reunião de líderes desta terça-feira (26). Durante a reunião, ficou definido que a proposta será votada na semana que vem.
Farias lembrou do julgamento do ex-presidente Bolsonaro, que começa na próxima semana, e que o papel da Câmara deve ser de muita tranquilidade e de alerta institucional para evitar "perturbação da ordem e descontrole das ações no Parlamento".
“Isso é muito importante. Nossa posição é de não embarcar em nenhuma aventura que alimente o clima de acirramento”, disse.
O parlamentar afirmou que a prioridade do governo é votar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, sem mexer nas compensações, como a taxação dos mais ricos, como prevê o texto ( PL 1087/25 ).
Calendário
Ele informou ainda que até quinta-feira o presidente da Câmara, Hugo Motta, deve se reunir com a ministra Gleisi Hoffman e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para definir um calendário de votação das duas Casas para que o projeto seja aprovado até o final de setembro.
A líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ), também defendeu a votação do projeto de isenção do Imposto de Renda. Segundo ela, este não é o momento político adequado para votar a PEC 3/21 . “Essa tensão não interessa a nenhum campo político e há um julgamento em curso que chega em muitos agentes políticos. Eu não vejo problemas de discutir a garantia das prerrogativas, mas não agora”, defendeu.
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