
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1477/23 , que institui, no âmbito do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), o Subsistema de Monitoramento e Alerta Contra Atos Extremistas Violentos.
Segundo o deputado Alberto Fraga (PL-DF), autor da proposta, a ideia é criar uma estrutura que consiga antecipar atos extremistas, como os praticados em escolas e templos religiosos, por exemplo.
O relator, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), apresentou parecer favorável à proposta, com emenda definindo "atos extremistas violentos" como o uso de força física por indivíduos ou grupos com o objetivo de intimidar, ferir ou matar cidadãos.
“A jurisprudência e doutrina brasileira não definem o termo citado no projeto de lei inicial, logo, não há conceituação formal sobre o que são ‘atos extremistas violentos’”, justificou.
Finalidade
A finalidade do subsistema de monitoramento será:
Um regulamento vai definir os órgãos componentes do subsistema, o modo como se dará a integração entre eles e a participação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Um ato do Poder Executivo vai regulamentar as formas de colaboração da sociedade, incluindo canais específicos para denúncias; e a realização de eventos e campanhas sobre prevenção de atos extremistas violentos.
A União deverá proporcionar o acesso das escolas a treinamento para identificar ameaças e saber como agir em casos preventivos ou reativos.
Voto em separado
A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) apresentou voto em separado contrário ao projeto. Ela acredita que “a expressão vaga 'atos extremistas' pode ser utilizada para tentar perseguir e criminalizar movimentos sociais em seus processos de lutas por direitos”, citando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
“Julgamos muito mais eficaz trabalharmos em campos mais diretamente ligados às causas, nas raízes do problema da violência no País e não agir, de forma episódica, inócua e desfocada, sobre os sintomas apenas”, defendeu.
Tramitação
A proposta será analisada agora pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será votada pelo Plenário.
Câmara Comissão aprova critérios para colação de grau antecipada em universidades
Câmara Comissão aprova uso de parte da renda da loteria esportiva por fundo de calamidades
Câmara Câmara pode votar na próxima semana projetos ligados à saúde