
O senador Beto Faro (PT-PA) afirmou, em pronunciamento nesta quarta-feira (6), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resgatou as relações do Brasil com diversas nações e recuperou o lugar do país em fóruns internacionais importantes, além de ter se posicionado em relação a temas delicados. O parlamentar ressaltou que um dos marcos da volta do Brasil ao cenário internacional foi o anúncio da realização da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-30), em 2025, em Belém. Faro também destacou a presidência do G20, que está sendo exercida pelo Brasil neste ano.
— O funcionamento do G20 depende muito do país que exerce a presidência. O Brasil, sob a presidência do governo Lula, exercerá, sem dúvida, uma presidência de destaque, a começar pelas prioridades indicadas, que são: combate ao aquecimento global; promoção do desenvolvimento sustentável; inclusão social; combate à fome e à pobreza; e a reforma das instituições globais. Esses temas convergem tanto com o capital diplomático do país, a partir de suas capacidades e fortalezas, quanto com a orientação da política externa do governo Lula, em busca pela autonomia pragmática, visando recolocar o Brasil como ator relevante e influente nas relações internacionais.
Segundo Faro, a prioridade definida no âmbito da presidência do Brasil no G20 está diretamente combinada à realização da COP-30 em Belém. Para o senador, uma agenda de desenvolvimento sustentável é “uma grande oportunidade para a população da Amazônia e do Brasil de se colocar na vanguarda da transição ecológica”.
O senador também afirmou que a primeira reunião de chanceleres do G20 sob a presidência do Brasil, feita em fevereiro, foi um sucesso. Segundo Faro, o grupo debateu o combate à pobreza, à desigualdade e às mudanças climáticas, além de reformas na governança global.
— O Brasil deu o seu recado: precisamos de uma ordem mundial mais justa e sistêmica, multipolar, pacífica e assentada em regras multilaterais respeitadas. Há amplo consenso, no G20, em torno da agenda prioritária proposta pelo Brasil. Obviamente, sabemos que as propostas do que fazer guardam distintas perspectivas e que muito trabalho e articulação política terão de ser feitos para que, ao fim deste ano, tenhamos resultados concretos.
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