
Nas Unidades de Conservação (UCs) estaduais, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) tem desempenhado um papel essencial no fortalecimento da cadeia produtiva do camu-camu (Myrciaria dubia), fruto amazônico reconhecido por seu alto valor nutricional e suas propriedades fitoterápicas. A iniciativa, que envolve comunidades da Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão, destaca-se como um exemplo promissor de integração entre conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Em Araguacema, uma das áreas abrangidas pela APA, o Naturatins tem trabalhado em parceria com equipe de brigadistas, agricultores familiares, mulheres extrativistas e outros atores locais na coleta do camu-camu, fruta nativa encontrada às margens do rio Araguaia. O Instituto oferece capacitação e apoio logístico, que auxiliam a comunidade local a desenvolver práticas de manejo sustentável que garantam a preservação da biodiversidade e o aumento da produtividade.
Além da coleta, a equipe da APA Ilha do Bananal/Cantão desempenha um papel importante no transporte e na comercialização do fruto, ao conectar produtores a mercados promissores. Para o supervisor da Unidade de Conservação, Fábio Dias, a iniciativa vai além do incentivo à economia local. “É valorizar nossos biomas e gerar renda de maneira sustentável para as populações ribeirinhas”, enfatizou.
Fomento à bioeconomia
A atuação do Naturatins também inclui a promoção do camu-camu em grandes eventos do agronegócio, como a Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins) e outras feiras de agricultura familiar. Essas oportunidades permitem que os pequenos produtores exponham seus produtos, criem redes de contato e ampliem a visibilidade da fruta no mercado nacional.
Neste ano, Solange Ferreira da Silva levou sua produção de geleias de camu-camu à Agrotins e, após o sucesso de vendas, retornou a Araguacema mais motivada em ampliar sua produção. "Estamos na luta pela preservação da natureza, já tem muito tempo que eu uso. Aqui, quando eu era pequena, usava dela. Aí depois, eu tive meus meninos e sempre usei o xarope e sempre usei o suco, mas nunca divulgava. Aí, tem três anos que eu comecei a fazer a geleia pra vender, achei que seria uma renda pra mim também e comecei a me dedicar. Já tem mais de 18 anos que uso o camu-camu e, agora, se tornou uma fonte de renda para mim", contou.
Para os moradores de Araguacema e das demais áreas da APA Ilha do Bananal/Cantão, como Maria Aparecida Fragoso da Luz, o trabalho conjunto com o Naturatins representa não só uma oportunidade econômica, mas também a chance de contribuir para a preservação dos recursos naturais. Ela que, há pouco tempo, começou a trabalhar com o camu-camu, mas já tem experiência com os frutos do Cerrado, como o jatobá, e, agora, tem se dedicado a aprender sobre esta fruta típica da região amazônica. "Comecei a trabalhar do ano passadopracá e estou aprendendo cada dia mais. Faço o suco e, agora, estou fazendo a geleia. Aqui, na nossa região, muitas pessoas falam dos benefícios para a saúde, que é muito boa quando a pessoa está gripada para se recuperar logo", relatou.
Camu-camu
Com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, o camu-camu é uma das maiores fontes naturais de vitamina C, minerais e possui alto potencial de exportação. Sua cadeia produtiva no Tocantins reforça o papel da sociobiodiversidade como elemento central de uma bioeconomia sustentável, ao mesmo tempo em que promove autonomia e protagonismo das comunidades locais.
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