
A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que exige que embalagens e bulas de remédios tenham um aviso sobre como descartar corretamente os medicamentos usados.
O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), recomendou a aprovação do substitutivo da Comissão de Desenvolvimento Econômico para o Projeto de Lei 977/22 , do deputado Lucas Redecker (PSDB-RS).
“O texto aprovado estipula a inclusão, na bula ou na embalagem, de uma frase em destaque gráfico que incentive o consumidor a descartar corretamente o produto, de acordo com as normas pertinentes”, explicou Augusto Coutinho.
“Além disso, faculta ao fabricante a impressão de código de barras bidimensional – conhecido como QR Code – que encaminhará o usuário para sítios na internet com informações sobre a logística reversa de medicamentos”, continuou ele.
O texto original previa que as orientações sobre o descarte fossem incluídas apenas na bula.
A proposta aprovada altera a Lei de Vigilância Sanitária sobre Produtos Farmacêuticos e a Lei 11.903/09 , que trata do rastreamento de medicamentos.
Regra atual
Atualmente, o Decreto 10.388/20 , ao regulamentar a Política Nacional de Resíduos Sólidos, já exige que os fornecedores divulguem por meios digitais e eletrônicos as informações necessárias ao correto descarte de medicamentos.
“Somente o uso desses meios para divulgação da logística reversa de remédios é insuficiente e fragiliza o sistema”, disse Lucas Redecker, autor do projeto original. Segundo o deputado, a própria bula deveria veicular as informações necessárias.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo ainda será analisado pelas comissões de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Câmara Motta recebe de Lula projeto do governo sobre aumento do limite do MEI
Câmara Comissão aprova obrigatoriedade de classificação de plásticos em produtos no Brasil
Câmara Comissão aprova isenção de tarifa de energia para abrigos de pessoas LGBTQIA+ e minorias